Os empregos informais crescem cada vez mais no Distrito Federal. 42% da população brasileira utiliza produtos pirateados. Comerciantes alegam que a pirataria é meio de compra excelente para a população pobre
Laís Braz
Do Calango Net News
O Natal chegou e com ele as compras de fim de ano que aumentam o faturamento de lojas de todos os gêneros. As pessoas ficam animadas com o espírito natalino e o décimo terceiro, e vão às compras gastar para presentear. Para quem o Papai Noel não ajudou com um emprego formal – de carteira assinada – há também a procura de uma forma para complementar a renda. Os empregos informais, como camelôs, crescem a cada dia e com ele a ilegalidade dos produtos vendidos.
Segundo pesquisas, 42% da população brasileira utiliza produtos pirateados entre eles CDs, óculos, DVDs, tênis e roupas. A venda destas peças prejudica toda a cadeia econômica do país, pois os impostos são sonegados, empregos não são criados e ainda a má qualidade dos produtos pode prejudicar a saúde do consumidor, por exemplo, ao ingerir remédios falsos.
O governo juntamente com a polícia tenta coibir a prática da pirataria seja criando leis, como a Anti-pirataria (Lei 10.695 de 01/07/2003) que pode punir com até quatro anos de prisão os responsáveis por comercializar produtos falsificados; seja com operação policiais como as recentes apreensões na Feira dos Importados de Brasília que retirou de circulação imitações de mercadorias de grifes estrangeiras. Ou ainda ao criar o Dia Nacional de Combate à Pirataria e à Biopirataria marcado pela destruição de 500 mil CDs falsificados na rampa do Congresso Nacional.
Mesmo com todo o esforço das autoridades nada poderá ser transformado sem a conscientização da sociedade, que financia a venda de produtos ilegais em troca de bons preços. Para o sócio de uma banca de CDs piratas, Rodrigo Oliveira, 25 anos, “a pirataria é excelente por que a população pobre não tem dinheiro suficiente para comprar um CD de R$ 50,00. Acredito que em relação aos empregos formais há uma diminuição devido ao comércio ilegal. Mas quanto a violência, os próprios policiais (alguns) financiam a violência e o crime organizado”, disse ao ser indagado sobre os temas de emprego e violência. Ao contrário, a estudante Gabriella Bontempo, 19 anos, pensa: “quando alguém se apropria da criação de outro isso não é certo, alguém sempre sai perdendo”.
O governo federal criou em conjunto com o Ministério da Justiça o site: www.piratatofora.com.br, onde são esclarecidas aos cidadãos as formas de piratarias e as maneiras de denunciá-las.
Fotos: Divulgação/Wikipédia

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