Bill GatesFoto: Divulgação
Bill Gates confirma a sua aposentadoria durante a maior feira de lançamentos tecnológicos do mundo e prevê nova década digital
Do Diario de Pernambuco
De acordo com estatísticas divulgadas em meados do ano passado, a Microsoft domina, junto a sua rede de parceiros, cerca de 40% do mercado mundial de informática. Esse império, que inclui soluções de hardware e software e gera bilhões de dólares anualmente, foi construído principalmente pelo seu fundador e presidente Bill Gates, de 52 anos. Ele, que já foi considerado um dos homens mais poderosos do planeta e ainda é responsável por ditar muitos dos caminhos escolhidos pela indústria da tecnologia, acaba de anunciar a sua aposentadoria.
A decisão foi revelada durante a Consumer Electronics Show (CES), a maior feira de lançamentos eletrônicos do mundo — que acontece anualmente em Las Vegas, nos Estados Unidos. Segundo Gates, essa que foi a sua última aparição no evento marcará a sua saída da Microsoft, prevista para julho, e o início de uma nova década digital — focada, desta vez, em conectar as pessoas.
Ao invés de fazer um discurso comum de despedida, com um retrospecto de suas participações na feira, o magnata preferiu brincar com o que seria o seu último dia a frente da Microsoft. Dirigindo um simples Ford Focus no caminho de casa para o trabalho e esquecendo sua pasta do lado de fora do carro, perdendo tempo brincando com seus bonecos de Star Wars e depois passando o resto do dia, sem sucesso, tentado encontrar um novo emprego — como guitarrista do U2, como parte do novo filme de Steven Spielberg ou como parceiro de Jon Stewart (ácido comediante norte-americano) em seu programa televisivo.
Porém, mais importante do que seu pequeno teatrinho, as declarações de Gates sobre a próxima década significam a opinião de um especialista sobre os caminhos a serem adotados pelo mercado a partir deste ano. Para ele, três elementos devem delinear o futuro dos eletrônicos: a experiência em alta definição (tanto em vídeo, quanto em áudio), a inclusão de serviços aos novos produtos (como geladeiras que fazem listas de compras e carrinhos de supermercado que alertam sobre promoções) e a interação(entre telefone, computadores e outros aparelhos).
Se serão realmente esses os próximos passos até 2018, ninguém pode afirmar com certeza. Mas fica cada vez mais claro que essas já são as escolhas de hoje (veja mais no quadro abaixo). Então, enquanto o criador da Microsoft promete se dedicar mais a atividades filantrópicas, junto a sua esposa, na Fundação Bill e Melinda Gates, esperamos que as empresas (além de fazer negócios) se dediquem também a melhorar a vida das pessoas e, principalmente, a incluir mais indivíduos neste mundo que ainda é para poucos.