quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"Policiais: Avante!"





Foto: Fabio Rossi /O Globo/23/08/2007






Policiais não querem deixar os quartéis para trabalhar


Eles espalharão na Praia de Copacabana, amanhã, 586 cruzes em forma de protesto e representação aos companheiros mortos em batalha desde 2004

Felipe Menezes de Brito

Do Calango Net News

A segurança da Cidade Maravilhosa está em estado de alerta total. "Atenção, atenção! Não vamos 'atacar' o morro hoje. Iremos lutar juntos, mas pelos nossos direitos de homens da ordem e da lei." É mais ou menos essa questão que está acontecendo na Polícia Militar do Rio de Janeiro. Literalmente! O feitiço virou contra o feiticeiro.

O governador Sérgio Cabral foi desafiado por 45 coronéis e tenentescoronéis. Eles entregaram seus cargos, um de cada vez, com o objetivo de pressionar o governo (por melhores condições) e evitar a saída do coronel Ubiratan Ângelo. Mas porque da tal saída "inesperada" do coronel? Porque o "alto patente" não puniu coronéis que lideravam um movimento por melhores salários. E, agora, Gilson Pitta Lopes é o novo comandante-geral.

Amanhã serão espalhadas na Praia de Copacabana 586 cruzes como forma de protesto e representação aos PMs mortos em "guerra" desde 2004.

Em entrevista ao jornal O Globo, o coronel Dario Cony diz que a população não será prejudicada: "as rotinas serão mantidas internamente e nas ruas. Nossa tropa está consciente de suas missões e o policiamento será normal." A situação já está grave. Policiais não querem deixar os quartéis para trabalhar, de acordo com eles não há condições para ter um policiamento seguro. Eles alegam que a situação dos carros, coletes etc. não estão em bom estado de uso.

É claro visar que Sérgio Cabral quer renovar os batalhões. A "farra" vai rolar por dias caso a polícia "não volte". Também é visível que os policiais militares e afins fazem "protestos" mensalmente (ou mais) por alegar das más condições de trabalho (carro, colete, armas etc.) e, principalmente, o baixo salário. Com a PM do Rio fazendo "ronda" para a segurança já é perigoso, imagine sem ela. Absurdo ou loucura de vez.

A população estará ameaçada, e os chefes de braços cruzados.