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Felipe Menezes
A cada semana uma brilhante história estoura nos noticiários. É surpreendente o esforço dos meios de comunicação em expor, detalhar e relatar esses tipos de casos de corrupção, de “aventuras”. Emocionante, é. Cansativo, também. Plausível as investigações, cobertura e afins, sim.
O que é inaceitável são as questões democráticas superiores, do “poder”, onde se interessam apenas pelo bem-estar dos “bem-aventurados”, dos amigos de peito.
Foi uma baderna danada quando algemaram e prenderam o trio: o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Um verdadeiro estouro. Uma frescura danada. Era hábeas corpus pra tudo que é lado. Os homens de bem é que merecem o devido respeito da Justiça. Foi uma conspiração. Eles são vítimas.
Mas gente de bem merece ir à forca mesmo. Lógico, o poder manda, demanda e comanda quem é do bem ou do mal. Tem quem diz que a Justiça é aliada do status quo. Quem não possui, está fora. Inapta ao respeito do sistema judiciário, democrático e social. Uma desesperada mãe vai a um supermercado e pega um leite. Ela não paga, pois desempregada como comprará o alimento para o filho que chora de fome? A solução é “pegar emprestado”. O poder soberano algema, prende (injustamente) e deixa por isso mesmo. Não é vítima.
Direitos iguais. Totalmente. Sei.
A Justiça batalha, mas a favor da diferença social. O objetivo é ir em busca de bens. Acobertar sua gente. O povão, que sejam escorraçados.
Está bem: [vamos] ao ponto. O caso, Operação Satiagraha, que apura o esquema de desvio de verbas públicas e crimes financeiros envolvendo o Dantas, Nahas e Pitta, vai ter um fim?
Quem decretará o término desse drama? Algum Poderoso Chefão, que não saberemos quem. E para a sociedade, restará nem ao menos alguma justificativa.
Quem pode (R$), pode (R$)!