quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Lobão será ministro














O novo ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) ao lado do presidente Lula


Foto:José Cruz/ABr



Felipe Menezes de Brito


Do Calango Net News

A audiência para decidir sobre a posse de Edison Lobão (PMDB-MA) para Minas e Energia quase foi adiada. O presidente alegava estar cansado da viagem que fez a Guatemala e Cuba. Mas depois as pressões do PMDB, Lula retoma idéia e confirmou ontem à noite Lobão como ministro de Minas e Energia.

A reunião do futuro ministro com Lula durou aproximadamente uma hora. O ex-senador tomará posse na segunda-feira e substituindo o ministro interino ligado a ministra Dilma Rousseff, Nelson Hubner.

Dilma já foi ministra de Minas e Energia. Ela foi "contrariada" pelo presidente, pois opitava por assumir o cargo a um técnico. Apesar de Lobão não saber nada sobre energia descartou a hipótese de um apagão e que tomará providências necessárias. Nelson Hubner deixará a pasta e ficará na secretaria executiva.

Dilma não "aceitava" Lobão como ministro de Minas e Energia. Para abaixar a poeira, o novo ministro disse ser amigo de "longa data" da ministra da Casa Civil.

Decisões

Lobão terá carta branca para as indicações, mas todas passaram pelo presidente. Mas segundo José Múcio (Relações Institucionais), Edison Lobão (PMDB-MA) hábil como é, num ministério técnico, ele estará sempre pautado pelo bom funcionamento.

Filho

Lobão confirmou que o suplente e seu filho assumirá o cargo de senador. Segundo o pai, ele licenciará do cargo caso as acusações provem que Edison Lobão Filho (DEM-MA) seja culpado. Mas Lobão acredita na inocência do filho. "Estou convencido de que é inocente, mas responderá até na Justiça pelo que está sendo acusado.”, em entrevista ao O Estado de S. Paulo.

Amarelou geral!














Foto: Kibeloco/www.kibeloco.com.br



Felipe Menezes de Brito


Do Calango Net News

"Alerta! Alerta! Lá vem o mosquito que vai picar geral!" Esse o drama hoje vivido pelos brasileiros. A sociedade não está dormindo, e sim em estado de preocupação. Mas por que? Para não morrer de febre amarela. Ah tá!

Os noticiários informam todo dia sobre pessoas suspeitas de estarem contaminadas pelo vírus da febre amarela. Desde a confirmação da primeira vítima, os brasileiros ficaram preocupados, ou melhor, apavorados. Os postos de saúde do país estão lotados de pessoas em busca de vacinas. E quando lota, acaba! Se acaba, "dá porrada"!

O povo brasileiro se vê injustiçado por pagar inúmeros impostos e não ter prevenção dos males que os cercam. Como diria o jornalista Boris Casoy: "Isto é uma vergonha!"

O número de mortes por febre amarela já superam 2007. Os casos subiram para dez com sete mortes, segundo o Ministério da Saúde.

Quando fui vacinar perguntei para o guarda do posto de saúde se havia problema tomar, pois estava com febre (por causa de uma gripe). Ele disse que não havia problema, mas para tirar o peso da consciência perguntei a uma enfermeira que me disse a mesma coisa. Retornei e perguntei ao guarda se a fila enorme que via era para a vacina. Então disse: "Sim, mas é rápido. A situação nos postos está nesta situação por causa da imprensa. Ela sensacionalisa demais!" Sinceramente, deu uma vontade de dar um cascudo no camarada, mas deixei de lado. Fiquei na fila durante meia hora, fui atendido e retornei para casa protegido.

O Aedes aegypti não está nem aí para o Brasil, ele vem, pica e mata. Deve se vacinar? Lógico! Morrer a toa por causa de um mosquito é burrice!

Falta de infra-estrutura nos postos, vacinas, informação entre essas e outras medidas que o povo brasileiro sente falta.

Mas convenhamos: a imprensa é culpada por informar? Não, não!

"Cabe às autoridades dizer que não (epidemia). Mas à imprensa e aos jornalistas o importante é informar que há casos, explicar a doença e os sintomas, mostrar como é possível evitar e estimular a vacinação. Para nós, não interessam apenas as estatísticas, interessa cada indivíduo também.", Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo.

Essa agitação toda serve de lição para mostrar a situação "qualitativa" do governo, portanto, torcemos para que não haja cortes na Saúde senão o vírus aumentará.

E a nova versão da bandeira brasileira? Como diria o jornalista José Simão: "Rarará! Buemba!"

Protesto em duas rodas

Motoboys paulistanos não concordam com as novas imposições do governo. Foto: Reinaldo Marques/ Terra








Raíssa Saraiva


Do Calango Net News

Na última sexta-feira, 11 de Janeiro, chegou ao ápice o confronto entre Governo Estadual e motoboys da cidade de São Paulo. 2.500 motociclistas paralisaram por cerca de dez minutos a Marginal Pinheiros, congestionando ainda mais o turbulento transito paulista.

Desde o fim de 2007 os motoboys paulistanos já vinham reclamando das novas imposições. A partir de agora, eles são obrigados a usar capacetes com o selo do Inmetro indicando qualidade e data de validade. Além disso, para melhor visualização dos demais motoristas, devem colar três faixas fluorescentes no capacete. Quem desobedecer as novas regras pode pagar multa de R$ 127,69.

Não bastassem os gastos com os novos capacetes, os motoboys receberam a notícia do reajuste de 38,25% do DPVAT (seguro obrigatório). Foi a única categoria que sofreu aumento em 2008: as outras permaneceram estáveis ou tiveram decréscimos. Para completar corre na Câmara dos Vereadores um projeto que visa proibir o transporte na garupa em motos durantes os dias de semana. Para Aldemir Martins Freitas, 33 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas da Cidade de São Paulo (Sindimoto), o protesto da Marginal Pinheiros não foi feito da melhor maneira. “Não achamos correto o que aconteceu hoje e não participamos disso. Representamos uma categoria organizada e faremos um protesto pacífico pelas ruas da cidade no próximo dia 21. A idéia é ocupar apenas uma das faixas das vias durante o nosso percurso", disse ao site Terra.

Segundo a categoria, eles sempre foram vistos com desprezo, não só do governo como da população em geral. No dia 28 de Agosto de 2007, o comediante Marco Luque, membro do grupo paulista de teatro Terça Insana, apresentou com sucesso no Programa do Jô (Rede Globo) um esquete do personagem Jackson Five, um motoboy paulistano. Durante o quadro, Luque defende os motoboys seguindo a lógica deles. Mas a defesa provoca muitos risos da platéia e do próprio apresentador. Prova que infelizmente, a população ainda não leva totalmente a sério o trabalho desses motociclistas.

Para assistir o esquete "O Motoboy", de Marco Luque, clique aqui