
Foto: Luiz Vasconcelos/ A Crítica
Índios foram usados como barreira por grileiros e sem teto Funai prometeu enviar ao MPF um pedido de investigação sobre a ação da PM
Felipe Menezes de Brito
Do Calango Net News
Nesta terça-feira, um grupo de índios foram usados como barreira por grileiros e sem teto durante uma invasão de um terreno particular em Manaus (AM). Das 22 pessoas detidas após o confronto com a PM, apenas três eram índias. Outras quatro pessoas são mestiças e 15 são brancas. Segundo o administrador da Funai (Fundação Nacional do Índio), Edgar Fernandes, os grileiros colocaram em risco a integridade física dos índios.
Foto: Luiz Vasconcelos/ A Crítica
Duas fotos “assustadoras” que retratavam a violência dos PMs contra os índios foram manchetes dos jornais de ontem. Em uma, um índio era enforcado pelos policiais e noutra uma mulher com uma criança de colo se postou em frente a tropa de choque da PM. Em entrevista a Folha de S. Paulo, Valda Ferreira de Souza, 22, respondeu: “Fiquei na frente da polícia porque eles queriam tirar a gente de lá e porque estavam enforcando o meu marido. Jogaram ele no chão e bateram nele. Eu fiquei, enfrentei, mas não reagi. Não tenho medo da polícia", disse ela.
Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e golpearam os indígenas com cassetetes. Os PMs disseram que apenas cumpriram ordens judiciais. Eles negam que não usariam a “força física” se os indígenas os recebessem a flechadas e pedradas.
A procuradora federal Eliane Saffair, da Fundação Nacional do Índio (Funai), prometeu enviar ao Ministério Público Federal (MPF), um pedido de investigação sobre a ação da PM. Os índios afirmam que vão manter luta pelo terreno.
Foto: Luiz Vasconcelos/ A Crítica