O governador do Estado do Paraná alega ser vítima de censura
Felipe Menezes de Brito
Do Calango Net News
O governador do estado do Paraná, Roberto Requião (PMDB), censurou ontem a programação da Rádio e TV Educativa (RTVE) e deixou a emissora sem programação. A transmissão foi cortada por volta das 9h. O governador alega ser vítima de censura.
A interrupção do sinal foi feita na abertura da "Escola do Governo", um programa que divulga ações de secretarias. Segundo o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Edgard Lippmann Júnior, os programas da emissora (além das divulgações das ações) eram usados por Requião para atingir os adversários políticos.
As críticas do governador atingiam o Ministério Público e o Judiciário. Caso Requião desobedecesse e voltasse a fazer os insultos novamente, ele teria de pagar multa de R$ 50 mil. A sanção subiria para R$ 200 mil se ele reincidisse.
Requião ultrapassou os limites e inseriu a palavra "censurado" na programação e ressaltou as suas críticas na decisão judicial.
O governador se diz na condição de censurado e criticou o ato do desembargador como censura a liberdade de imprensa. "Não é possível que uma reunião do governo seja feita sob censura. Chamo atenção de todos os brasileiros democratas para que acompanhem os capítulos seguintes".
Com o nervosismo injustificável, Roberto Requião tratou de forma desrespeitosa a procuradora-geral do Estado do Paraná, Jozélia Nogueira, que esta pediu demissão do cargo. A advogada disse que ele sentiu contrariado e gritou com ela no palácio do governo. Jozélia queria que Requião cumprisse a ordem judicial para a veiculação de uma nota de desagravo da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

