segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Uma nova "estrela"

Pato comemora seu gol na partida
Foto: AFP



Milan brilha e apresenta ao mundo a nova "estrela" do futebol


Felipe Menezes de Brito


Do Calango Net News


Um show, um brilho e glórias no ar o Milan realizou na estréia do "novo" na equipe italiana. Num belo time de grandes jogadores há jogo de verdade. Mas e o "novo", o novo querido dos internautas, futebolísticos e afins é o Pato. Pera aí, um Pato num campo de futebol? Não, não. É o "futuro" fenômeno.


O garoto paranaense Alexandre Rodrigues da Silva, 18 anos, mais conhecido como Alexandre Pato é a nova estrela cadente do futebol do Milan. E quem sabe da seleção brasileira. O jogo que marcou a estréia de Pato na equipe italiana teve dois gols do Ronaldo Fenômeno, um de Seedorf, um de Kaká e, lógico, de Alexandre Pato.


Elite de craques


Ronaldo, Kaká e Pato marcaram presença e destacaram a qualidade dos jogadores brasileiros. O Fenômeno e Kaká já estão com uma bela trajetória. Já tiveram "duelos" incríveis juntos: Copas do Mundo e afins. Pato está começando agora e já é "craque"? Uou, que bom! Até Ronaldo confessou que o rapaz é "fenômeno".


Cedo demais

A imprensa aplaudiu o jogador como o mágico da estrela brasileira. "Espetáculo puro no San Siro com o clube rossonero superando o Napoli com dois gols de Ronaldo, Kaká e um mágico da jovem estrela brasileira", do site do jornal La Gazzetta Dello Sport.


Realmente Pato promete sucesso, pois está no auge da juventude e tem "gás". Mas afinal no Brasil quem aposta ser jogador de futebol famoso tem de brilhar cedo.


O ex-atacante do Napoli elogia estréia do jovem e diz que Pato será o melhor jogador do mundo.


Seleção Brasileira


Internautas brasileiros já escalaram Ronaldo Fenômeno e Alexandre Pato como as "estrelas" da Copa do Mundo de 2014.
A expectativa é grande entre os brasileiros. O garoto paranaense Pato promete sucessso no exterior e no Brasil. Melhor se for na seleção brasileira e levar a equipe ao título.

Ex-piloto aponta Massa favorito ao título


Tempo na Ferrari ao lado de Michael Schumacher contam a favor do brasileiro
GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro

Após o heptacampeão mundial Michael Schumacher, mais um ex-piloto volta a apontar Felipe Massa como um dos favoritos ao título de 2008 da Fórmula 1. Mark Blundell diz que o brasileiro é um forte candidato, após esse tempo de aprendizado na Ferrari.

- Acho que o Massa tem potencial para dar a Lewis (Hamilton), Kimi (Raikkonen) e a qualquer um uma boa dor de cabeça este ano. Ele tem realmente chances. Afinal, fez o dever de casa neste tempo de Ferrari. Aprendeu com Michael (Schumacher), ajudou Kimi bem no ano passado e o título o valorizou com um novo contrato. Acho que a Ferrari vai dar tudo o que for preciso a ele para ser campeão e acho que ele pode.

(Comentário do CNN: Venhamos e convenhamos: Felipe Massa é um bom piloto, e melhor que Rubens Barichello. Mas a Ferrari tem um certo "preconceito" contra pilotos brasileiros. Quando Rubinho estava na famosa equipe de categoria da F1 a Ferrari dizia que os "seus" pilotos (Rubens e Schumacher) iriam superar os adversários. Aconteceu? Não, não!. Mas porque? "Ninguém" sabe! Massa tem um potencial melhor do que o finlândes Kimi
Raikkonen, pode até ser o futuro heptacampeão mundial da F1 se igualando ao ex-companheiro Michael Schumacher. Mas dizer coisas "comentários (im)positivos" aí é demais! Dando um pódio incerto a um (Massa) e o mundo a outro (Raikkonen). Espero que a história seja diferente!)

domingo, 13 de janeiro de 2008

Descontração e reflexão...

O Mundo está numa espécie de transição de acontecimentos. São tantos fatos horríveis que não sabemos por onde iniciar, ou melhor, contar.

A culpa, de quem será? A resposta é ocultada por todos aqueles que se calam.


A música Symphony of Destruction (Sinfonia da Destruição) da banda norte-americana Megadeth retrata nos primeiros versos de quem seria (ou é) a culpa da "destruição global".


Você pega um homem mortal
E o coloca no comando
Veja-o se tornar um Deus

Veja a cabeça das pessoas rolar

Rolar


Assista o clipe aqui

Letra em inglês clique aqui, tradução aqui

"Eles são criminosos"

Gregorio Marrero/AP

SAIU NO CORREIO BRAZILIENSE


Clara Rojas, libertada pelas Farc depois de seis anos como refém, condena a prática do seqüestro e rejeita reconhecimento político internacional da guerrilha, pedido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez

Da Redação

A ex-candidata à vice-presidência colombiana Clara Rojas, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por quase seis anos, afirmou na primeira entrevista coletiva após a libertação que “o seqüestro é crime contra a humanidade”, e que a guerrilha parece “uma organização criminosa”. As declarações foram feitas por Clara ao ser questionada sobre a proposta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de que as Farc deixem de ser consideradas um grupo terrorista. O governo de Bogotá reiterou ontem que não atenderá o pedido.

“O seqüestro é crime contra a humanidade. Fico imensamente preocupada por eles se apresentarem como exército do povo, um exército organizado, e a gente vê que treinam pessoas para seqüestrar. Em princípio, parece mais uma organização criminosa”, afirmou Clara sobre seus captores.

A ex-refém afirmou, no entanto, que durante a caminhada de 20 dias pela selva do sudeste da Colômbia, até o ponto onde foi concretizada a libertação, havia helicópteros das Forças Armadas colombianas “por todos os lados”, e os guerrilheiros encontraram dificuldades para passar. A ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, libertada com Clara, elogiou os guerrilheiros que se arriscaram para entregar as reféns. Segundo Consuelo, por isso ela beijou no rosto os rebeldes que as levaram à equipe de resgate.

Questionada sobre a proposta de Chávez de retirar da guerrilha a tarja de grupo terrorista, Consuelo foi menos contundente do que a companheira de cativeiro. “Qualquer ação que permita avançar na busca pela paz e pela troca humanitária é válida. Na maioria das vezes, as Farc são violentas, duras, mas o conflito colombiano é tão grave que qualquer ação que nos permita superá-lo é bem-vinda”, ponderou.

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Chávez e Farc, tudo a ver

SAIU NA FOLHA DE S. PAULO

Eliane Cantanhêde

BRASÍLIA - Que papel Hugo Chávez exerceu na libertação espetacular das reféns Clara Rojas e Consuelo González? Foi apenas o "mediador" entre as Farc e o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe? "Negociador"? "Patrocinador"? Ou agiu como "aliado" das Farc?

Por mais que o Brasil se esforce para minimizar as pretensões de Chávez, dizendo que foi só mediador e negando qualquer aliança entre ele e as Farc, é o próprio Chávez quem faz questão de mostrar as garras, dizendo ao mundo que foi, sim, aliado, falando de igual para igual com as Farc. Há uma guerra na Colômbia. E ele tem um lado.

As reféns foram retiradas num avião da Venezuela, abraçadas com um ministro venezuelano de camiseta e boné vermelhos e enviadas diretamente a Caracas, não a Bogotá, jogando os holofotes internacionais sobre Chávez numa missão então caracterizada como "humanitária". Mas só por um dia.

Já na sexta-feira, Chávez trocou o tom humanitário, que atraiu a boa vontade geral para a operação, por um tom eminentemente político. Libertadas Rojas e González, passou a fazer proselitismo ostensivo a favor das Farc, numa afronta injustificável contra o governo constitucional da Colômbia.

Para Chávez, as Farc, que agem fora da lei, seqüestram e matam, são um "exército insurgente", com um "projeto político bolivariano". Ou seja: Chávez e Farc, tudo a ver.

Como se o grupo colombiano fosse embrião de um exército muito maior e com o objetivo "bolivariano" de implantar o tal "socialismo do século 21" no continente. Precisa lembrar da corrida armamentista chavista, bolivariana ou seja lá que denominação tenha?

O Brasil dá tratos à bola para tentar entender as Farc. Seria mais pertinente se tentasse de fato entender Chávez e, principalmente, aonde ele quer chegar. A bomba não está apenas sobre a cabeça de Uribe, mas de toda a região.

Eliane Cantanhêde
é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento