domingo, 13 de janeiro de 2008

"Eles são criminosos"

Gregorio Marrero/AP

SAIU NO CORREIO BRAZILIENSE


Clara Rojas, libertada pelas Farc depois de seis anos como refém, condena a prática do seqüestro e rejeita reconhecimento político internacional da guerrilha, pedido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez

Da Redação

A ex-candidata à vice-presidência colombiana Clara Rojas, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por quase seis anos, afirmou na primeira entrevista coletiva após a libertação que “o seqüestro é crime contra a humanidade”, e que a guerrilha parece “uma organização criminosa”. As declarações foram feitas por Clara ao ser questionada sobre a proposta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de que as Farc deixem de ser consideradas um grupo terrorista. O governo de Bogotá reiterou ontem que não atenderá o pedido.

“O seqüestro é crime contra a humanidade. Fico imensamente preocupada por eles se apresentarem como exército do povo, um exército organizado, e a gente vê que treinam pessoas para seqüestrar. Em princípio, parece mais uma organização criminosa”, afirmou Clara sobre seus captores.

A ex-refém afirmou, no entanto, que durante a caminhada de 20 dias pela selva do sudeste da Colômbia, até o ponto onde foi concretizada a libertação, havia helicópteros das Forças Armadas colombianas “por todos os lados”, e os guerrilheiros encontraram dificuldades para passar. A ex-parlamentar Consuelo Gonzalez, libertada com Clara, elogiou os guerrilheiros que se arriscaram para entregar as reféns. Segundo Consuelo, por isso ela beijou no rosto os rebeldes que as levaram à equipe de resgate.

Questionada sobre a proposta de Chávez de retirar da guerrilha a tarja de grupo terrorista, Consuelo foi menos contundente do que a companheira de cativeiro. “Qualquer ação que permita avançar na busca pela paz e pela troca humanitária é válida. Na maioria das vezes, as Farc são violentas, duras, mas o conflito colombiano é tão grave que qualquer ação que nos permita superá-lo é bem-vinda”, ponderou.

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