quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Amarelou geral!














Foto: Kibeloco/www.kibeloco.com.br



Felipe Menezes de Brito


Do Calango Net News

"Alerta! Alerta! Lá vem o mosquito que vai picar geral!" Esse o drama hoje vivido pelos brasileiros. A sociedade não está dormindo, e sim em estado de preocupação. Mas por que? Para não morrer de febre amarela. Ah tá!

Os noticiários informam todo dia sobre pessoas suspeitas de estarem contaminadas pelo vírus da febre amarela. Desde a confirmação da primeira vítima, os brasileiros ficaram preocupados, ou melhor, apavorados. Os postos de saúde do país estão lotados de pessoas em busca de vacinas. E quando lota, acaba! Se acaba, "dá porrada"!

O povo brasileiro se vê injustiçado por pagar inúmeros impostos e não ter prevenção dos males que os cercam. Como diria o jornalista Boris Casoy: "Isto é uma vergonha!"

O número de mortes por febre amarela já superam 2007. Os casos subiram para dez com sete mortes, segundo o Ministério da Saúde.

Quando fui vacinar perguntei para o guarda do posto de saúde se havia problema tomar, pois estava com febre (por causa de uma gripe). Ele disse que não havia problema, mas para tirar o peso da consciência perguntei a uma enfermeira que me disse a mesma coisa. Retornei e perguntei ao guarda se a fila enorme que via era para a vacina. Então disse: "Sim, mas é rápido. A situação nos postos está nesta situação por causa da imprensa. Ela sensacionalisa demais!" Sinceramente, deu uma vontade de dar um cascudo no camarada, mas deixei de lado. Fiquei na fila durante meia hora, fui atendido e retornei para casa protegido.

O Aedes aegypti não está nem aí para o Brasil, ele vem, pica e mata. Deve se vacinar? Lógico! Morrer a toa por causa de um mosquito é burrice!

Falta de infra-estrutura nos postos, vacinas, informação entre essas e outras medidas que o povo brasileiro sente falta.

Mas convenhamos: a imprensa é culpada por informar? Não, não!

"Cabe às autoridades dizer que não (epidemia). Mas à imprensa e aos jornalistas o importante é informar que há casos, explicar a doença e os sintomas, mostrar como é possível evitar e estimular a vacinação. Para nós, não interessam apenas as estatísticas, interessa cada indivíduo também.", Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo.

Essa agitação toda serve de lição para mostrar a situação "qualitativa" do governo, portanto, torcemos para que não haja cortes na Saúde senão o vírus aumentará.

E a nova versão da bandeira brasileira? Como diria o jornalista José Simão: "Rarará! Buemba!"

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