sexta-feira, 25 de julho de 2008

Fora de cena


Felipe Menezes


“Filme brasileiro, vamos assistir?”. Essa é uma pergunta fora do comum do gosto à brasileira. E a resposta, a maioria das vezes, é inigualável: “Cinema nacional? Não presta.” Uma sociedade, uma política que não investe no crescimento da própria cultura é, sem dúvida, lastimável. Estranho, não?

Longas-metragens brasileiros não chegam ao topo do gosto, do elogio do próprio país. São poucos os casos. É um ali, outro mais que acolá. Uma luta devaneia para segurar o filme por semanas em salas de exibição. É um insulto à própria cultura, ao cinema nacional.

“Não inventa. Não inventa” é a resposta dos “The Godfather’s” da política do setor. Ou seja, investir, o bolso pesa. Literalmente, uma comédia. Fora a falta de uma educação pelas obras cinematográficas “a la brasileira” para apimentar o gosto da nação.

Hoje, para um filme brasileiro não ficar fora de cena, no próprio país, do futebol, é muita luta. Uma busca enlouquecida. Apesar de tudo, o cinema nacional difere dos demais. Tem vida e arte. Uma jóia rara de cultura.

P.S.: tanto o cinema nacional quanto internacional já produziu longas-metragens “medonhos”, mas que não dá o direito de ninguém sair por aí desmerecendo-os, pois isso é menosprezar a sua cultura e/ou de outra sociedade.

Um caso de "desespero" para "manter de pé" uma obra cinematográfica brasileira.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem pode, pode!


Noticiaria. com. br

Felipe Menezes

A cada semana uma brilhante história estoura nos noticiários. É surpreendente o esforço dos meios de comunicação em expor, detalhar e relatar esses tipos de casos de corrupção, de “aventuras”. Emocionante, é. Cansativo, também. Plausível as investigações, cobertura e afins, sim.

O que é inaceitável são as questões democráticas superiores, do “poder”, onde se interessam apenas pelo bem-estar dos “bem-aventurados”, dos amigos de peito.

Foi uma baderna danada quando algemaram e prenderam o trio: o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Um verdadeiro estouro. Uma frescura danada. Era hábeas corpus pra tudo que é lado. Os homens de bem é que merecem o devido respeito da Justiça. Foi uma conspiração. Eles são vítimas.

Mas gente de bem merece ir à forca mesmo. Lógico, o poder manda, demanda e comanda quem é do bem ou do mal. Tem quem diz que a Justiça é aliada do status quo. Quem não possui, está fora. Inapta ao respeito do sistema judiciário, democrático e social. Uma desesperada mãe vai a um supermercado e pega um leite. Ela não paga, pois desempregada como comprará o alimento para o filho que chora de fome? A solução é “pegar emprestado”. O poder soberano algema, prende (injustamente) e deixa por isso mesmo. Não é vítima.

Direitos iguais. Totalmente. Sei.

A Justiça batalha, mas a favor da diferença social. O objetivo é ir em busca de bens. Acobertar sua gente. O povão, que sejam escorraçados.

Está bem: [vamos] ao ponto. O caso, Operação Satiagraha, que apura o esquema de desvio de verbas públicas e crimes financeiros envolvendo o Dantas, Nahas e Pitta, vai ter um fim?

Quem decretará o término desse drama? Algum Poderoso Chefão, que não saberemos quem. E para a sociedade, restará nem ao menos alguma justificativa.

Quem pode (R$), pode (R$)!

O Calango Net News está de volta!


Problemas de "acordo profissional" e "demanda pessoal", o blog permaneceu inativo por quase quatro meses.

Agora, o Calango Net News está de volta! E de cara nova. Ao invés de um blog diário, este passará a ter publicações nas terças e sextas-feiras. Um trabalho mais elaborado, dinâmico, opinativo, sugestivo sobre vários âmbitos da sociedade.


De volta ao trabalho: Calango Net News!


Felipe Menezes, um dos fundadores.