Felipe Menezes
“Filme brasileiro, vamos assistir?”. Essa é uma pergunta fora do comum do gosto à brasileira. E a resposta, a maioria das vezes, é inigualável: “Cinema nacional? Não presta.” Uma sociedade, uma política que não investe no crescimento da própria cultura é, sem dúvida, lastimável. Estranho, não?
Longas-metragens brasileiros não chegam ao topo do gosto, do elogio do próprio país. São poucos os casos. É um ali, outro mais que acolá. Uma luta devaneia para segurar o filme por semanas em salas de exibição. É um insulto à própria cultura, ao cinema nacional.
“Não inventa. Não inventa” é a resposta dos “The Godfather’s” da política do setor. Ou seja, investir, o bolso pesa. Literalmente, uma comédia. Fora a falta de uma educação pelas obras cinematográficas “a la brasileira” para apimentar o gosto da nação.
Hoje, para um filme brasileiro não ficar fora de cena, no próprio país, do futebol, é muita luta. Uma busca enlouquecida. Apesar de tudo, o cinema nacional difere dos demais. Tem vida e arte. Uma jóia rara de cultura.
P.S.: tanto o cinema nacional quanto internacional já produziu longas-metragens “medonhos”, mas que não dá o direito de ninguém sair por aí desmerecendo-os, pois isso é menosprezar a sua cultura e/ou de outra sociedade.
Um caso de "desespero" para "manter de pé" uma obra cinematográfica brasileira.




